terça-feira, 24 de janeiro de 2012

XV

Em quatro horas de sono, sonhei-te. Não me disseste nada de especial. Nunca me dizes quando sonho. Sabemos sempre o que aconteceu, mas nunca te pergunto. Abraço-te. Lembro-me de te abraçar muito, como a uma criança, agarrar-te na cara, nos caracóis e ter a ternura de quem sabe que já não existimos assim. Acho que estávamos em frente à sala dos moranguinhos, no Sebastião da Gama. Onde fomos crianças infinitamente. E ainda bem.

Passaram 7 meses. E foi ontem.

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