A vela apagou-se. Fiquei às escuras.
Ninguém a apagou com um sopro, ninguém a colocou ao vento, ninguém lhe tocou.
A cera é que acabou. Ficou só a que secou enquanto escorria pelo castiçal. Do pavio sobrou um resto. Aquele que não pode queimar mais.
Fico surpresa, como se não estivesse à espera que fosse assim. Estava?
Sim, mas não estava preparada.
Continuo a pegar no isqueiro, ofereço lume ao pavio. Ele acende-se, mas a chama já não dura mais que 2 segundos.
Sinto falta, daquela luz que me aquecia.
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