quinta-feira, 5 de julho de 2012

A vela apagou-se. Fiquei às escuras. Ninguém a apagou com um sopro, ninguém a colocou ao vento, ninguém lhe tocou. A cera é que acabou. Ficou só a que secou enquanto escorria pelo castiçal. Do pavio sobrou um resto. Aquele que não pode queimar mais. Fico surpresa, como se não estivesse à espera que fosse assim. Estava? Sim, mas não estava preparada. Continuo a pegar no isqueiro, ofereço lume ao pavio. Ele acende-se, mas a chama já não dura mais que 2 segundos. Sinto falta, daquela luz que me aquecia.

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