Hoje não me acho capaz de correr à volta da vida, e chegar a casa e fazer o jantar, esperar pelo programa na televisão. Não me acho capaz de sorrir à vizinha que sonha matar o meu gato e ao filho que me acha um encanto. Sou capaz de enfrentar o elevador, os ruídos que faz e o palpite de que um dia vai cair. Hoje vou limpar o pó ao passado e espirrar muitas vezes, sentir o nariz esquisito e lacrimejar de olhos vermelhos.
Às vezes acho.
Que sou um móvel da minha sala. Só não sei é se sou tão móvel assim. Provavelmente é esta imobilidade que me enche de pó e bugigangas. E não sei o que lhes fazer. Tomara a mim a coragem para as deitar pela janela. Acertar nas vizinhas da minha vida e fazê-las sossegar de vez.
Mas.
Já que hoje não me acho capaz de vida, vou ficar pelo jardim lá de trás. Vou fumar cigarros e beber um vinho qualquer.
Às vezes acho.
Que sou um móvel da minha sala. Só não sei é se sou tão móvel assim. Provavelmente é esta imobilidade que me enche de pó e bugigangas. E não sei o que lhes fazer. Tomara a mim a coragem para as deitar pela janela. Acertar nas vizinhas da minha vida e fazê-las sossegar de vez.
Mas.
Já que hoje não me acho capaz de vida, vou ficar pelo jardim lá de trás. Vou fumar cigarros e beber um vinho qualquer.
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