terça-feira, 25 de novembro de 2008

Realmente há daqueles dias que são poucos.
E nem sei se o ainda bem vale mesmo a pena. Não sei se quero, mas preciso acreditar, que a alma vai sempre à frente, que o corpo nem sempre a pode acompanhar.

Já só dou por planos e ideias no chão do meu quarto, cheias de pó. Já só dou por pessoas a quem não cheguei, sitios que ficaram pelas páginas de um livro qualquer. Tapei o espelho atrás da porta com um lençol, prometi não olhar mais para mim até me reconhecer.

Só gostava de ser aquilo que era quando desejei ser o que sou.

Preciso que me digam,

«Ainda não é tarde para voltar.»

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Arma e copo

O problema não está só na alma, ou só no corpo. Quando a alma é grande, custa chegar ao corpo, não vá ele partir-se, desfazer-se à nossa frente. E tem-se medo que a alma que se esconde no corpo se desfaça também. E depois nem alma, nem corpo, nem nada.

Se a pele dos meus dedos se fundisse na tua pele e se o coração fosse arrastado a todas as extremidades do corpo, ficaria a alma intacta?

Em que é que o prazer próprio se aproxima da outra alma, senão da nossa?
Quando é que a alma se deixa tocar como do corpo se tratasse?

Alma. Corpo. Arma. Copo cheio.

Só se vai pela alma quando não há armas pelo corpo. Só se vai pelo corpo quando a alma é um copo vazio.

E já não consigo aceitar, que exista conformidade.
Ou sobrevive a alma. Ou sobrevive o corpo.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Encontro

Eu encontro tudo. Nem que seja o esquecimento daquilo que procuro. E depois não procuro mais. E Encontro tudo.