domingo, 21 de outubro de 2007

Parte II

Vi-te aquela vez. E nunca mais.
E nem sei onde estás, mas estás em toda a parte.
Como não sei quem és, és toda a gente.
E sabes tanto de mim, e nada da minha imagem. Tanto do meu sopro, nada do meu corpo.
E eu posso passar por ti, podes passar por mim.
E depois conversamos, sem os corpos nos contarem, que se viram na calçada, e era de madrugada.
Estás tanto na minha pele, que se arrepia ao passar, pelo vulto mais vulgar, mas que por milagre, pode ser o teu.

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