quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Vezes

Quantas foram as vezes de tantas vezes?
Em que as perguntas ficaram vazias, as respostas ausentes de ti. Só me lembro de pensar que eras assim. E desculpava-te. E invadia em mim aquele pulsar de sangue e alma, que trazia a mão ao peito, que fazia pesar as pálpebras e o corpo. E porquê? Eu quase acreditei que não eras de palavras, que as possuías, mas perdias nos momentos, por serem maiores. E eu ficava por ti, desejando cada palavra de encontro à minha, cada toque de encontro ao meu. E quando não chegavas, desejava mais que o passar tempo, desejava ao tempo que o não fosse. Ria alto, como uma louca, chorava baixo, deprimente. Lembrava-me que o fogo que tu eras, queimava, mas também me aquecia. E o frio que me envolvia as mãos. Mentia. Escondia. O corpo quente.

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