sábado, 8 de outubro de 2011

XI

Fui à tua mãe,

Buscar coisas nossas que eram tuas e que agora passaram a ser minhas.

Apetecia-me abraça-la mais. Não sei o que é que se sente quando se põe 22 anos de "coisas" tuas dentro de um caixote. Quando só sobram "coisas", será que voltamos a abrir a caixa mais tarde? Será que o coração nos aguenta?

É que ainda tenho o teu nome na minha lista de contactos, e é só um número de telefone.

Ainda aqui estás.