Realmente há daqueles dias que são poucos.
E nem sei se o ainda bem vale mesmo a pena. Não sei se quero, mas preciso acreditar, que a alma vai sempre à frente, que o corpo nem sempre a pode acompanhar.
Já só dou por planos e ideias no chão do meu quarto, cheias de pó. Já só dou por pessoas a quem não cheguei, sitios que ficaram pelas páginas de um livro qualquer. Tapei o espelho atrás da porta com um lençol, prometi não olhar mais para mim até me reconhecer.
Só gostava de ser aquilo que era quando desejei ser o que sou.
Preciso que me digam,
«Ainda não é tarde para voltar.»